Entre 26 e 28 de agosto, o CentroSul, em Florianópolis, recebeu o Startup Summit 2026, o maior evento de startups do Brasil. O Flowix estava lá, com estande próprio e a plataforma rodando ao vivo. Quem parava não queria ouvir pitch. Queria ver funcionando.
O tamanho do evento
Foram cerca de 10 mil participantes, gente de mais de 30 países. Mais de 170 palestrantes, dez palcos rodando ao mesmo tempo, 17 trilhas que iam de inteligência artificial e deeptech até fusões e internacionalização. Uri Levine, que fundou o Waze, subiu ao palco. Luiza Trajano e o neurocientista Miguel Nicolelis também.
Circularam por ali cerca de 250 fundos de investimento. Mil startups ocuparam a área de exposição. O Sebrae Startups e a ACATE, que organizam o evento, calcularam R$ 20,2 milhões de impacto direto na economia da cidade, número que chega a R$ 36,3 milhões quando se soma o efeito em cadeia. A etapa brasileira da Startup World Cup aconteceu ali dentro.
Só que número não conta a parte boa. A parte boa é que no Startup Summit negócio acontece de verdade.
Segundo ano seguido na lista
Ano passado o Flowix ficou entre as 100 startups selecionadas para o evento. Neste ano, entre as 300 escolhidas para expor. Considerando a quantidade de empresa que se inscreve todo ano, passar duas vezes seguidas já diz bastante.
Diz que o problema que a gente resolve existe. E que o mercado enxerga isso.
Quem parou para conversar
O perfil de quem apareceu no estande chamou tanta atenção quanto o movimento.
A maior parte era de profissionais de inovação de empresas grandes, gente que passa o ano caçando tecnologia para aplicar na operação da própria companhia. Teve muito investidor procurando tese com receita definida e mercado claro. E teve empresário atrás de parceria comercial: integradores de tecnologia, redes de varejo com dezenas ou centenas de lojas, operadores de shopping.
A conversa se repetia com pequenas variações. A loja física sabe quanto vendeu. Não sabe quantas pessoas passaram na frente e não entraram. Não sabe o perfil de quem entrou, que área puxou mais atenção, por que a visita não virou compra. É uma cegueira que custa caro e que até pouco tempo atrás só se resolvia com sensor caro e obra.
Aí vinha a parte que mudava a conversa. O Flowix usa as câmeras que a loja já tem. Sem hardware proprietário, sem instalação complicada. A inteligência artificial devolve atratividade, fluxo, perfil, interesse e taxa de conversão num painel. Quando o visitante entendia isso, a pergunta deixava de ser “como funciona” e virava “como eu começo”.
Por que evento assim importa para o país
Tem uma leitura maior aqui, que vai além dos contatos que a gente trouxe na mala.
“Eventos como o Startup Summit são fundamentais para incentivar a inovação no Brasil. Quanto mais fortalecemos esse ecossistema, mais passamos a exportar tecnologia e inovação para o mundo. Isso significa diversificar nossa economia, reduzir a dependência de commodities e aumentar a prosperidade do país”, diz Marcelo Zucareli, fundador e diretor executivo do Flowix.
O argumento se sustenta na conta. Commodity depende de preço internacional, de clima, de decisão geopolítica que ninguém aqui controla. Tecnologia é outra história: margem alta, escala global e um ativo que o Brasil vem formando em volume, que é gente qualificada.
Juntar mil startups, 250 fundos e executivos de mais de 30 países no mesmo lugar por três dias acelera várias coisas ao mesmo tempo. Aproxima dinheiro de quem precisa dele. Coloca solução brasileira na frente de comprador de fora. Faz quem já escalou passar o que aprendeu para quem está começando. E, talvez o mais importante, mostra na prática que dá para construir tecnologia de nível mundial daqui.
É por isso que o Flowix leva presença a sério. Estar onde a inovação brasileira se encontra não é gasto de marketing. É parte de construir o mercado que a gente quer atender.
Próxima parada: Lisboa
A agenda continua fora do Brasil. De 9 a 12 de novembro de 2026 o Flowix estará no Web Summit, em Lisboa, um dos maiores eventos de tecnologia do mundo, também com estande próprio. Vamos levar o vídeo analytics brasileiro para uma plateia global de investidores, imprensa e compradores grandes.
De Florianópolis para Lisboa, o objetivo é o mesmo. Mostrar que a inteligência que o varejo físico procura já existe, é brasileira, e cabe nas câmeras que a loja já tem.
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